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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Exercícios e alongamentos para a gestante

Orientação importante para executar os alongamentos:


  • Inspire antes e expire durante o alongamento de cada seguimento.
  • Mantenha o alongamento por trinta segundos com respiração natural.
  • Cuidado seus ligamentos estão mais elásticos devido aos hormônios.
  • Alongue-se sem hiperestender os seguimentos musculares e tendinosos, preservando as articulações.


Sequência de exercícios e alongamentos com a bola:


Mamães mantenham as pernas bem afastadas e os pés bem apoiados no chão. Na sequência faça movimentos de balanço com o quadril para a direita e para a esquerda, para frente e para trás, rodando a bola para massagear o assoalho pélvico. Este exercício promove a consciência do assoalho pélvico e da pelve, libera tensões da região lombar e pelve e pode ser usado durante o trabalho de parto, pois alivia a dor das contrações e ajuda no encaixe do bebê.


Intensifique os alongamentos da lateral do tronco executando movimentos com a bola e com o tronco para os quatro lados (direita, esquerda, frente e trás).

Feito esse início de alongamentos descanse um pouco e tome uma água para hidratar...

No próximo vem mais alongamentos...

Dani Prem

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dica de óleos essenciais (Aromaterapia)


Óleos essenciais para o parto

- jasmim (Jasminum Officinale) é analgésico e intensifica as contrações

- lavanda (Lavandula Officinalis) é analgésico e tem valioso efeito calmante

Atenção: Os óleos podem ser colocados em difusores, escalda-pés ou ainda diluídos em óleos de base e utilizados para massagem. Compressas também podem ser úteis para o alivio das dores e aceleração do parto, já que ajudam os óleos a penetrarem mais rápido.


Alguns conselhos para uma Gravidez Sadia


1. Evite ficar com o estômago vazio. Coma a cada 3 horas, alimentos leves, dando preferência a frutas cítricas, verduras e legumes. Tome chá de maçã com as refeições, ele ajuda na digestão.

2. Para evitar o enjôo matinal dos primeiros meses, mastigue um pedaço de pão integral seco ou coma um pedaço de maçã pela manhã ao levantar. Inicie a primeira refeição do dia com alimentos mais secos (biscoitos, beiju, pães, torradas.

3. Coma devagar, mastigando lentamente. Nunca se alimente às pressas e muito menos em excesso.

4. Evite frituras e alimentos gordurosos, assim como beber líquidos durante as refeições. Evite também deitar logo após as refeições.

5. Para se livrar dos enjôos, náusea e azia, utilize num aromatizador óleo essencial de bergamota (Citrus Aurantium Bergamia) ou laranja (Citrus aurantium linne) ou deixe em sua bolsa um lenço com algumas gotas deste óleo para cheirar quando sentir náusea ou enjôo. Esta é a aromaterapia.

6. O aumento de peso da gestante não deve passar de 1 quilo por mês. Se você engordar mais do que isso, diminua os carboidratos e as gorduras.

7. Evite tomar laxantes. Se a dieta de cereais integrais, frutas e verduras não for suficiente para estimular o intestino, experimente uma destas alternativas:
· no café da manhã, tome 1 colher (de sopa) de farelo de trigo diluída em leite ou suco de frutas;
· deixe de molho, de um dia para o outro, 1 colher (de sopa) de sementes de linhaça; coma de manhã, misturadas com 1 colher (de sopa) de mel;
· procure comer mais polpa de mamão, (não é recomendado comer o caroço) ou então algumas ameixas secas deixadas de molho durante a noite.
. coma também, tamarindo, bagaço da laranja, inclua nas refeições mais fibras, encontradas em folhas, principalmente as verdes escuras, nas frutas e nas frutas secas.
. mude os alimentos para alimentos integrais, como por exemplo o pão branco e o arroz, para pão e arroz integrais.
. use mais azeite no preparo dos alimentos, nos casos mais graves, recomenda-se tomar uma colher de sopa dele puro ao deitar.
. Tome bastante água, coma muitas frutas, legumes e verduras.

8. Após o quarto mês, não esqueça de tomar cálcio. Peça orientação para seu médico.

9. Se for uma gravidez planejada é importante o ácido fólico antes de engravidar, caso não tenha sido, faça o pré -natal o quanto antes puder.

10. Para evitar a anemia, comum nos últimos meses de gravidez, tome sucos verdes (misturas de agrião, espinafre, salsa, escarola, couve, mastruz), cujo gosto pode ser atenuado com pepino, cenoura, erva-doce ou beterraba. Existe outro método simples de ingerir ferro que é bastante curioso: todas as noites, enfie 12 pregos numa maçã ácida; de manhã, retire-os e coma a maçã. Aproveite os mesmos pregos para a maçã do dia seguinte. O método é muito eficiente, pois o ácido málico presente na fruta provoca a oxidação do ferro, que é facilmente absorvido pelo organismo. Às vezes a acloridia (ausência de ácido clorídrico na secreção gástrica) do estômago das gestantes dificulta a absorção do ferro; pode-se então usar o ácido hidroclorídrico D3 (10 gotas em água antes de cada refeição).

11. Em caso de edemas (inchaços) é necessário diminuir o sal e comer hortaliças diuréticas, como: salsão, chuchu e erva-doce, ou fazer uma dieta de arroz cozido sem sal, várias vezes ao dia. Essa dieta também é ótima quando há aumento de pressão arterial ou ameaça de eclampsia. No dia da dieta de arroz sem sal, a grávida deve ficar de preferência em repouso, e pode tomar chás diuréticos, como equisetum (cavalinha), cidreira, cabelo-de-milho ou chá renal. Não usar outros chás, como carqueja, abacate, etc., que podem ser abortivos.

12. Não tome nenhum remédio sem antes falar com seu médico - vários medicamentos têm efeitos prejudiciais graves sobre o feto, como retardamento mental e malformações, entre outras alterações.

13. Está provado cientificamente que mulheres que fumam dão à luz crianças de baixo peso - em média, cerca de 250 gramas a menos que crianças de mães não fumantes; quanto à ingestão de álcool, pode provocar no feto má formações cranianas e faciais, dependendo da quantidade e da frequência. Portanto nada de cigarros e álcool.

14.Faça exercícios, alongamentos, Yoga, receba massagem, cuide de você...







Sentada com um membro inferior estendido e outro cruzado sobre o joelho, segurar o membro inferior e promover o alongamento de encontro ao tronco. Repita para a outra perna.

Bom é isso pessoal...
Dani prem

Indicações reais e fictícias de cesariana

Atenção futuras mamães, se seu GO está afirmando a você que uma ou duas cesáreas anteriores é motivo para cesariana, que 41 semanas de gestação é motivo para cesariana, que bebê pélvico é motivo para cesariana, leia o texto abaixo e repense se esta sendo enganada pelo seu GO, caso a resposta tenha sido SIM, sinto muito, mas suas chances de passar por uma violência Obstétrica são grandes, então procure se informar direitinho, e não tenha medo de pedir ajuda ou mudar de GO.
Hoje posso dizer que só a mulher que não busca informação sobre o assunto passa por violência Obstétrica,  vamos acordar e fazer valer nossos direitos. 


Agora se você quer fazer uma cesária, isso é uma opção que cabe somente a você decidir e falar SIM, mas lembre-se nosso corpo já é preparado para parir. 


Indicações reais e fictícias de cesariana


A presente lista de indicações de cesariana circula na Internet desde 2005, quando eu publiquei a primeira versão em uma comunidade do Orkut ("Cesárea? Não, obrigada!"), e desde então tem sido amplamente divulgada, crescendo lamentavelmente a cada dia, porque estou sempre me deparando com gestantes querendo esclarecimentos ou mulheres que contam suas próprias histórias ou histórias de amigas. 
Recentemente, Ana Cristina Duarte, obstetriz e amiga, fez alguns acréscimos e organizou a lista em ordem alfabética, motivo pelo qual lhe dou os créditos da presente versão. É de domínio público, usem à vontade, mas preferentemente remetendo à fonte, ou seja, Amorim & Duarte (2012), com link para esta página da Web.
Não temos a pretensão de cobrir todas as possíveis indicações de cesariana, apenas começamos a elencar sobretudo as "não indicações" mais frequentes.
Para uma leitura mais aprofundada e baseada em evidências, eu recomendo a série de artigos que publicamos na revista Femina, "Indicações de Cesariana Baseadas em Evidências".
Segue a lista (em constante atualização):


INDICAÇÕES REAIS E FICTÍCIAS PARA A CESÁREA

Algumas indicações de cesariana
REAIS

1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa;
2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;
3) Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);
4) Apresentação córmica (situação transversa) - durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);
5) Ruptura de vasa praevia;
6) Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto.

PODEM ACONTECER, PORÉM FREQUENTEMENTE SÃO DIAGNOSTICADAS DE FORMA EQUIVOCADA

1) Desproporção cefalopélvica (o diagnóstico só é possível intraparto, através de partograma e não pode ser antecipado durante a gravidez);
2) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "freqüência cardíaca fetal não-tranqüilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal);
3) Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia), ultrapassando a linha de ação do partograma.

SITUAÇÕES ESPECIAIS EM QUE A CONDUTA DEVE SER INDIVIDUALIZADA, CONSIDERANDO-SE AS PECULIARIDADES DE CADA CASO E AS EXPECTATIVAS DA GESTANTE, APÓS INFORMAÇÃO

1) Apresentação pélvica (recomenda-se a versão cefálica externa com 37 semanas mas se não for bem sucedida, discutir riscos e benefícios com as gestantes: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);
2) Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina – variando de 0,5% - 1% - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia);
3) hiv/aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.

Algumas desculpas utilizadas pelos profissionais para realizar uma DESNEcesárea (em ordem alfabética)

  1. Abdominoplastia prévia
  2. Aceleração dos batimentos fetais
  3. Adolescência
  4. Ameaça de chuva/temporal na cidade
  5. Anemia falciforme
  6. Anemia ferropriva
  7. Anencefalia
  8. Artéria umbilical única
  9. Asma
  10. Assalto ou outras formas de violência (gestante ou familiar foi vítima de assalto, então o bebê pode ficar estressado)
  11. Bacia "muito estreita" 
  12. Baixa estatura materna 
  13. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso
  14. Bebê alto, não encaixado antes do início do trabalho de parto
  15. Bebê profundamente encaixado 
  16. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
  17. Bebê "grande demais" (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4kg e não indica cesariana, salvo nos casos de diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que   4,5kg. Não se justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para avaliação do peso fetal). 
  18. Bebê "pequeno demais" 
  19.  Bebê engolindo o líquido amniótico
  20. Bebê flagrado apertando o líquido amniótico durante a ultrassonografia, o que aparentemente levou a bradicardia
  21. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe) 
  22. Calcificação da sínfise púbica (alegando-se que ocorreria em TODAS as mulheres com mais de 35 anos, impedindo o parto normal)
  23. Candidíase
  24.  Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal) 
  25. Cegueira materna
  26. Cesárea anterior 
  27. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma
  28. Circular de cordão, uma, duas ou três “voltas” (campeoníssima – essa conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso) 
  29. Cirurgia gastrointestinal prévia 
  30. Colestase gravídica
  31. Coleta de sangue do cordão umbilical para congelamento e preservação de células-tronco
  32. Colo grosso, colo posterior, colo duro, colo alto e (paradoxalmente) colo curto
  33. Colostomia (sim, porque é melhor fazer uma incisão abdominal perto do estoma com fezes do que um parto normal bem distante da área...)
  34. Conização prévia do colo uterino
  35. Condilomas (verrugas genitais) que não provocam obstrução do canal de parto.
  36. Constipação (prisão de ventre)
  37. Cálculo renal 
  38. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas (incluindo aniversário do obstetra)
  39. Datas significativas como 11/11/11 ou 12/12/12 (ainda bem que a partir de 2013 precisaremos esperar o próximo século) 
  40. Diabetes mellitus clínico ou gestacional 
  41. Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto e antes da dilatação de 8 a 10 cm
  42.  Dorso à direita, dorso posterior, ou dorso em qualquer outro lugar
  43. Edema de membros inferiores/edema generalizado
  44. Eletrocauterização prévia do colo uterino
  45. Endometriose em qualquer grau e localização
  46. Enxaqueca materna
  47. Epilepsia e uso de qualquer droga antiepiléptica
  48.  Escoliose
  49. Espondilite anquilosante – Qualquer espondiloartropatia
  50. Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas
  51. Exérese prévia de pólipos intestinais por colonoscopia
  52. Falta de dilatação antes do trabalho de parto
  53. Feto com “unhas compridas” 
  54. Feto morto 
  55. Fibromialgia 
  56.  Fratura de cóccix em algum momento da vida
  57.  Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come) 
  58. Gestação gemelar com os dois conceptos, ou o primeiro, em apresentação cefálica 
  59. Gestante saudável demais, correndo o risco de ter um parto fácil e muito rápido, podendo parir antes de chegar ao hospital, com risco de morte do bebê
  60. Gravidez não desejada
  61. Grumos no líquido amniótico
  62. Hemorroidas
  63. Hepatite B e hepatite C
  64. Hérnia de disco, operada ou não, em qualquer segmento da coluna vertebral
  65. Hérnia inguinal, hérnia incisional e hérnia umbilical
  66. Hiperprolactinemia 
  67. Hipertireoidismo
  68. Hipotireoidismo
  69. História de cesárea na família 
  70. História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez 
  71. História de depressão pós-parto
  72. História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior 
  73.  História de trombose venosa profunda 
  74. História familiar de fibrose cística do pâncreas
  75. HPV com ou sem NIC
  76. Idade materna “avançada” (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos) 
  77.  Incisura nas artérias uterinas (pesquisada inutilmente, uma vez que não se deve realizar oplervelocimetria em uma gravidez normal) 
  78. Incontinência urinária de esforço ou estar fazendo muito xixi no final da gravidez
  79. Infecção urinária 
  80. Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês “superdesejados” teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual esses bebês aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal 
  81. Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da circlagem) 
  82. Laparotomia prévia 
  83.  Lesão medular (habitualmente acarretando paralisia: tetraplegia, paraplegia, hemiplegia, diplegia, dependendo do nível da lesão): essas mulheres em geral são cadeirantes e podem ter partos sem dor, mas o diagnóstico não é indicação de cesárea!
  84. Líquido amniótico em excesso
  85. Magreza da mãe
  86. Malformação cardíaca fetal 
  87. Mecônio no líquido amniótico (só indica cesariana se houver associação com padrões anômalos de frequência cardíaca fetal, sugerindo sofrimento fetal)
  88. Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio) 
  89. Miscigenação racial (pelo “elevado risco” de desproporção céfalo-pélvica) 
  90. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 
  91. Obesidade materna
  92. Paciente “não tem perfil para parto normal”
  93. Paciente “não ajuda para o parto normal” (momento vidente ON: “no fundo ela quer cesárea”)
  94. Parto “prolongado” ou período expulsivo “prolongado” (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma. O próprio ACOG só reconhece período expulsivo prolongado mais de duas horas em primíparas e uma hora em multíparas sem analgesia ou mais de três horas em primíparas e duas horas em multíparas com analgesia. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas) 
  95. “Passou do tempo” (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas) 
  96. Perineoplastia anterior
  97.  Pé nas costelas
  98. Pé torto congênito
  99. Placenta grau III ou II ou I ou qualquer outra classificação placentária
  100.   Placentas baixas não oclusivas do colo do útero
  101. Plaquetopenia
  102. Pólipos uterinos
  103. Possível falta de vaga em maternidade para um parto normal, caso a gestante não marque a cesárea
  104. Pouco líquido no exame ultrassonográfico (sem indicação no final da gravidez em gestantes normais)
  105. Praticar musculação ou ser atleta
  106. Pressão alta
  107. Pressão baixa
  108. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia, ceratocone  e descolamento da retina 
  109.  Profissão professora
  110. Prolapso de valva mitral 
  111. Prótese de quadril
  112. Qualquer malformação fetal incompatível com a vida 
  113. Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez 
  114. Queloide ou tendência a queloide podendo complicar uma episiotomia (e a cesárea não? E para que fazer episiotomia?)
  115. Reação vasovagal
  116. Sedentarismo
  117. Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via histeroscópica
  118. Ser bailarina 
  119. Sono fetal (bebê que dorme durante o trabalho de parto)
  120. Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico 
  121. Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia
  122. Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
  123.  Tabagismo 
  124. Trabalho de parto prematuro
  125. Tricomoníase
  126. Trombofilias
  127. Trombose venosa profunda
  128. Varizes uterinas 
  129. Uso de antidepressivos ou antipsicóticos
  130. Uso de aspirina
  131.  Útero bicorno
  132. Útero retrovertido
  133. Vaginose bacteriana
  134. Varizes na vulva e/ou vagina
  135. Violência urbana, impedindo obstetra (famoso) de sair de casa à noite ou alegada como pretexto para que as gestantes também não sigam o perigoso percurso até a maternidade


De autoria de Melania Amorim. 
Cujo currículo está disponível na Plataforma Lattes.
Extraído do Blog da mesma com autorização para a divulgação

Mitos do Sistema


Minha experiência com meus dois partos foram ótimas, mas hoje minha cabeça está mais amadurecida e penso que poderia ter sido melhor, muito melhor...mas isso me impulsiona a fazer a diferença na vida de futuras mamães, então vamos começar...

Do meu primeiro filho (Yuji), tive parto normal, sem epísio, somente uma pequena laceração que levei 3 pontos, e isso graças aos exercícios de períneo que minha doula Thati havia me ensinado a fazer e as técnicas de respiração. Meu GO foi ótimo, mas até hoje meu apelido é "Teimosa", pois meu filho já estava com mecônio (coco), mas insisti em ter PN, pois era meu direito, meu corpo e minha escolha, e ele respeitou isso.
Da minha segunda filha (Harumi), não tive nada de laceração, e fui mais preparada para este parto, pois já havia estudado mais, isso mesmo, estudado sobre o assunto, mas meu apelido continuava o mesmo "a Teimosa".
Agora meu recado vai para as futuras mamães, se seu GO vier com uma dessas frases abaixo:


Não hesite em procurar outro GO, pois se seu desejo é ter um parto humanizado e natural, ou com o mínimo de intervenções possíveis, pode ter certeza que não será com esse GO, pois com certeza só terá um caminho com ele, a CESÁRIA.

Na minha primeira gestação, eu estava com 38s6/7 e meu GO no dia da consulta me falou, bom vamos ter que marcar a cesária, pois vou viajar e estarei de férias, advinha qual foi minha reação?
OK, sem problemas, eu procurarei outro médico que possa que acompanhar, e ai o discurso começou a mudar, mas minha decisão já havia sido tomada. 
Chegando em casa, lá fui eu na busca desesperadora por um GO, e o pior, um GO de plano de saúde que aceite fazer PN, e para a minha sorte, nos 45 minutos do segundo tempo, consegui um encaixe com o meu médico atual. Chegando ao consultório dele, conversamos cerca de 1h15, expliquei, perguntei, me certifiquei que ele respeitaria minha vontade, e assim feito, ele foi o escolhido, sim caros leitores, "o escolhido" que faria minha vontade sem interferir e respeitando aquele momento único e mágico. 

Bom, mas para finalizar, quero compartilhar com vocês um video emocionante de parto humanizado de uma ex aluna da Humani, amiga e super mãe, a Egle. Espero que gostem...todas temos esse direito...


Nascimento Mikael - Parto Humanizado Hospitalar



"Para mudar o mundo primeiro é preciso mudar a forma de nascer".
 Michel Odent

Bom galera, é isso...
Bjoss
Dani Prem

Hormônios do parto


Acho interessante compartilhar isso com vocês, pois nem todas as futuras mamães sabem disso. Quando fiquei grávida de meu primeiro filho, tive acesso a muitas informações pela internet através de pesquisas, mas obtive também através da minha amiga e doula Thati, e acho interessante compartilhar com vocês para não serem enganadas como muitas mamães são nesta hora mágica do parto.

Ocitocina
- A ocitocina é o hormônio do amor, da calma e da conexão. Ela conduz a sentimentos de amor e vinculo.
- É responsável pelas contrações no trabalho de parto - No trabalho de parto a ocitocina vai para o cérebro do bebê e desliga as células cerebrais, assim a demanda por oxigênio é bem menor, num momento crítico, quando o útero usa muito oxigênio.
- Relacionamentos de confiança nos fazem produzir mais oxitocina. Por exemplo: a presença de uma doula, o acompanhante, a parteira.
- A ocotocina é produzida pelo hipotálamo, localizado bem no interior do cérebro mamífero (chamado sistema límbico).
- A ocitocina é estocada na parte posterior da glândula pituitária. Ela é liberada em pulsos na corrente sanguínea da mãe, isto leva ao ritmo ondulante das contrações no trabalho de parto. Cada pulso representa uma contração.
- Os níveis de ocitocina sobem na gravidez, para deixar a mãe sonolenta, relaxada e para reduzir os efeitos do stress. Também ajuda na digestão e na absorção de nutrientes.
- É responsável por mediar o reflexo de ejeção do feto durante o parto.
- A ocitocina é um hormônio tímido, seus níveis sobem ao máximo quando nos sentimos seguros/seguras, não observadas e quando temos privacidade.
- Ela é responsável por manter a mãe relaxada e bem nutrida durante os 6 meses pós –parto.
- É um excelente agente anti-stress.
- É responsável por mediar o reflexo de descida do leite e é liberada em pulsos a medida que o bebê suga.
- No orgasmo masculino, é responsável pelo reflexo de ejeção do esperma e no orgasmo feminino contrai o útero atraindo o esperma pelo colo do útero, em direção ao ovulo.
- È responsável por ajudar a mãe a transcender a dor. Ela reduz a dor.

Prolactina
- É o principal hormônio da produção do leite materno.
- É o hormônio da submissão e da entrega. Altos níveis de prolactina ajudam a mãe a colocar as necessidades do bebê em primeiro lugar e a tolerar a monotonia.
- Os níveis de prolactina aumentam na gravidez e diminuem no trabalho de parto. Depois sobem no final do trabalho de parto.
- É o hormônio da maternagem carinhosa e cuidadosa.
- Ela também é produzida pelo bebê após o parto, e em altos níveis.

Beta-endorfinas
- São opiáceos naturais, fabricados pelo hipotálamo e em outras partes do sistema nervoso.
- Atingem altos níveis na gestação e aumentam no trabalho de parto.
- Os níveis de beta-endorfinas de uma mulher em trabalho de parto são similares aos atletas homens durante exercícios extremos.
- As beta-endorfinas contribuem para preparar os pulmões do bebê para a amamentação.
- Elas induzem sentimentos de prazer, euforia, e dependência mútua entre mãe-bebê e homem-mulher.
- Também são importantes na amamentação. Seus níveis atingem um pico em 20 minutos após o início da mamada. Elas também estão presentes no leite materno.
- Estão estocadas na parte anterior da glândula pituitária. A liberação da ocitocina pela parte posterior da glândula pituitária leva a liberação de beta-endorfinas na corrente sanguínea da mãe.
- Beta-endorfinas, podem inibir a ocitocina, para que as contrações desacelerem/diminuam quando a dor ou o stress estejam em níveis muito altos. Isto regula o trabalho de parto, para ajudar a mãe a lidar com a situação.
- Facilitam a liberação de prolactina durante o trabalho de parto, preparando os seios da mãe para a amamentação.
- Altos níveis de beta-endorfinas estão presentes no sexo, na gravidez, no parto e na amamentação.
- Ajudam a mãe a transcender a dor e entrar em estado alterado de consciência, em um parto sem interferências.

Este texto foi repassado pela minha querida amiga e doula Thatiane B. Menendez, que é Fisioterapeuta, educadora perinatal, massoterapeuta, naturopata e doula.
www.espacoabertto.blogspot.com